De 4 em 4 anos nós vamos às urnas escolher o candidato menos pior. Mas, todos os dias, nós votamos pelo futuro que queremos através da comida que colocamos no prato. E ela faz mais pelo planeta do que muitos políticos fazem no Congresso.

 

Nós somos seres políticos. E não me refiro à política partidária, mas como prática diária. Nas relações, nos interesses pessoais e coletivos, nas nossas ações e reações. Votamos todos os dias, não com o título de eleitor, mas com duas outras ferramentas poderosíssimas: nosso dinheiro e comida.

 

Quando pagamos por um produto, apoiamos (mais do que isso, financiamos) toda aquela cadeia de produção. De ponta a ponta dizemos “sim” às práticas da empresa e demandamos que mais daquilo seja feito. Isso vale pra tudo que pode ser comprado. Itens de higiene, roupas, eletrônicos, meios de transporte e… sim, comida. Afinal, precisamos dela mais do que todo o resto. E várias vezes por dia.

 

Nós esquecemos disso, mas, nesse mundo, poder escolher o que você vai colocar no prato em cada refeição é um privilégio. Por isso, fazer escolhas conscientes é também um dever. Nenhum de nós quer viver num mundo em que um terço de toda a comida produzida seja desperdiçada enquanto quase 1 bilhão de pessoas passam fome.

 

Ninguém consegue viver num planeta em que as florestas queimam (o Pantanal perdeu mais de 15% do seu território só nesse ano) ou num planeta cada vez mais quente (só em 2017, 157 milhões de pessoas com mais de 65 anos foram expostas a ondas de calor). Não queremos um futuro (logo mais, em 2050) em que mais de 1.2 bilhão de pessoas sejam chamadas de “refugiadas climáticas”, porque  suas casas, cidades e países terão sido destruídos por eventos extremos.

 

Ninguém quer respirar ar poluído (e 9 a cada 10 pessoas já respiram ar sujo todos os dias – e as doenças respiratórias matam 7 milhões todos os anos). Por falar em doenças, não queremos viver num planeta em que pandemias sejam cada vez mais frequentes (70% delas são zoonoses, doenças transmitidas de animais para humanos. E, sim, nós temos como evitar que elas se espalhem!)

 

Puxado, né? Ninguém quer contribuir com essa realidade, mas às vezes é difícil sacar como fazer parte da mudança na prática. Então, se você chegou até aqui, fica mais um pouco. Tem solução. E a gente vai falar sobre elas ao longo dos nossos encontros aqui. Vamos conversar, porque todos temos a aprender, ensinar, repensar, contribuir. E, com essa troca gostosa, te convido a tomar uma atitude. 

 

Comida é nutriente. Informação também.

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