Mate e polvilho lembra a praia no Rio de Janeiro, com Naveia essas receitas ficaram irresistíveis. Nos dias em que sinto muita saudade da minha cidade natal, preparo essas receitas para me teletransportar para a beira do mar. Quer saber como a mandioca vira polvilho e a origem do mate? Leia a matéria após as receitas.

Receita do Polvilho:

Você vai precisar de:

300g de Polvilho azedo

200ml de Naveia

70 ml de Azeite

1 colher de sopa de semente de girassol (opcional)

1 colher de sopa de chia

2 colheres de chá de chimi churri ou orégano (opcional)

1 colher de chá de levedo de cerveja (opcional)

1 colher de chá de sal marinho

½ colher de chá de cúrcuma em pó (opcional)

1- Em um recipiente misture todos os ingredientes secos e o azeite.

2- Aqueça os 200ml de Naveia e quando começar a ferver desligue o fogo.

3- Despeje o Naveia quente na mistura com os secos para escaldar o polvilho e mexa bem até a massa ficar com uma textura boa para moldar, lisa e uniforme.

4- Pré-aqueça o forno a 200ºC

5- Em um tabuleiro untado com azeite, molde os biscoitos. Mantendo uma distância de uns 2 cm para não grudarem e com uma mesma espessura para ficarem prontos juntos.

6- Coloque para assar por aproximadamente 18 minutos.

Receita do Mate:

Você vai precisar de:

250 ml de Naveia Barista (ou original)

5 colheres de sopa erva mate torrado (ou mate solúvel)

150ml de água

1 forma inteira de gelo

1 colher de chá de açúcar de coco (para enfeitar)

1 colher de chá de nibs de cacau (para enfeitar)

1- Coloque 150ml de água para ferver, quando entrar em ebulição adicione o chá mate, tampe e aguarde uns 15 minutos para ter um chá mate bem concentrado. Coe e coloque na geladeira.

2- Quando quiser preparar seu mate shake é só colocar no liquidificador o gelo, o chá mate concentrado(ou o mate solúvel) e 250ml de Naveia Barista.

4- Sirva, para enfeitar, polvilhe açúcar de coco e nibs de cacau.

Feliz é o povo que planta a mandioca!

Essa raiz tão generosa que faz parte da alimentação do brasileiro e que pode ser tanto cozida, torrada para ser usada na forma de farinha, como massa puba se fermentada ou transformada em polvilho doce e azedo com os quais fazemos a tapioca além de outros preparos regionais deliciosos. É difícil encontrar uma pessoa que não ame algum (ou alguns) alimentos preparados a partir da mandioca, até queijo vegano é possível criar com ela, o mandioqueijo, essa receita ficará para outro dia. Hoje eu quero contar para vocês um pouco do caminho que a mandioca faz até virar o polvilho que encontramos nos supermercados nas versões azedo e doce.

Plantio

A mandioca é uma planta bem rústica que se adapta até a solos duros e com poucos nutrientes. Para plantá-la usamos a estaca feita do caule da mandioca, chamada de maniva, que na agrofloresta plantamos enterrando um terço da estaca com um ângulo de 45º de metro em metro e ela tem um papel muito importante de fazer uma espécie de “viveiro natural” logo que começa a soltar folhas e assim cria uma leve sombra que irá ajudar a proteger e criar as pequenas mudas de árvores. Em monoculturas elas são plantadas bem mais próximas umas das outras.

Colheita

Nas montanhas altas de Minas Gerais esperamos um ano e meio para colhermos, em regiões mais quentes leva-se apenas 8 meses. No frio exige poda para sobreviver às geadas e se o inverno é muito rigoroso não é possível cultivá-la. Para colher precisamos balançar bem o caule principal segurando na base para soltar a raiz do solo, tarefa que trabalha a força, ritmo e sensibilidade de identificar onde as mandiocas estão se movendo, para não danificá-las com a enxada, ferramenta muito útil para a facilitar a colheita.

Numa visita aos nossos plantios, a minha irmã que come mandioca todos os dias ficou surpresa ao descobrir que para colher mandioca é preciso arrancar o pé inteiro. A quantidade de mandioca em cada pé varia muito de acordo com o solo, geralmente algo entre 3 e 14 quilos.

O polvilho

Depois de colhida e lavada a mandioca dura apenas 1 ou 2 dias, um grande desafio para quem a comercializa fresca, mas ainda bem que existem muitas soluções. Uma delas é a de tirar o polvilho, para isso descasca-se as mandiocas, mói-se e essa massa moída da mandioca é lavada e peneirada com ajuda de um pano. A água dessa lavagem descansa em baldes grandes por algumas horas para que se decante o polvilho, que restará solidificado no fundo após escorrer-se água.

 

Qual é a diferença do polvilho doce e do azedo?

O polvilho doce é retirado após algumas horas da lavagem da massa da mandioca. Já o polvilho azedo é fermentado nos baldes por uns 40 dias e ganha esse sabor azedinho.

No uso culinário o polvilho doce deixa a massa mais “puxada” e o azedo deixa-a mais crocante e crescida.

A tapioca não tem fibra e possui um alto índice glicêmico

Para resolver essa questão basta adicionar à sua tapioca sementes como chia, linhaça e gergelim ou consumir a “tapioca integral”, feita com mandioca fresca ralada e nada mais.

A origem do Mate

Muito antes do mate ser a bebida queridinha do carioca ou do gaúcho que o bebe na forma de chimarrão ele já era apreciado por aqueles que viviam aqui muito antes de nós, os índios guaranis.

Ao chegar aqui os europeus observaram que os índios guaranis tomavam muito uma infusão feita a partir das folhas da erva mate, bebida que chamamos de Chimarrão. Dizem que os jesuítas tentaram até proibir seu uso por achar que se tratava de algum ritual pagão, mas logo voltaram atrás. O mate os dava muita energia e diminuía a fome, provavelmente agradou muitas pessoas não só pelo seu sabor como também por seus benefícios.

No Rio de Janeiro o mate é mais facilmente encontrado preparado da infusão da erva tostada e gelado, bebida perfeita para os dias quentes. É possível inventar muitas variações de bebidas com mate, usando frutas, especiarias, deleite NAVEIA, quente ou gelado criando combinações únicas.

Benefícios

O Mate além de diminuir o apetite e estimular o aumento de energia tanto física quanto mental, é diurético, laxante, digestivo e muito bom para pele.

O Cultivo

A Erva Mate é uma arvoreta de sub-bosque, encontrada em densidade em algumas regiões o que indica que foi cultivada por povos ancestrais. Ela gosta de temperaturas mais baixas entre 0 e 15*C e tolera podas radicais rebrotando vigorosamente. Só produz um chá de qualidade quando está no frio e altitude que lhe agrada.

A Lenda do mate

Um dia desses vi sobre a lenda de uma índia e seu pai, um velho cacique. Sua tribo nômade estava se mudando e o pai adoecido e muito cansado para acompanhar sua tribo decidiu ficar, a filha não quis deixá-lo sozinho e permaneceu.

Dias depois o pajé de uma outra tribo que estava caminhando apareceu na casa do velho cacique e sua filha e disse que precisava descansar, ele foi tão bem recebido que quis dar algo a eles. O velho cacique disse que desejava ter mais energia e saúde para não sobrecarregar sua filha. O Pajé deu a ele uma planta e ensinou a preparar uma infusão energizante e sua filha pela escolha nobre de ajudar o pai recebeu a imortalidade do pajé que revelou ser um mensageiro do deus Tupã, e se tornou a deusa dos ervais. A erva mate foi plantada e multiplicada, outras tribos aprenderam a utilizá-la e o mate através dos anos chegou até nós.

Assim como cada um de nós, cada planta tem sua história única e especial que faz com que ela chegue até a nossa mesa.

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