Não importa qual bebida à base de plantas você prefira, é certo que ela é uma escolha melhor pro planeta do que o leite animal. Pra você ter uma ideia, a produção do leite de vaca emite 3 vezes mais gases de efeito estufa e consome 9 vezes mais terra do que a produção de qualquer tipo de leite vegetal. E o nosso maior propósito é acabar com a exploração animal. Por isso, quem tá nessa (r)evolução com a gente não é concorrente, é aliado.

Então, por que aveia? Com tantas opções vegetais ótimas, por que ela é a matéria prima do nosso (de)leite?

 

Juro que não é por causa do trocadilho incrível com o nome: é porque a aveia é campeã quando se trata de sustentabilidade e de sabor. Se você der um google, vai ver que reportagens internacionais já dizem há um tempo que o leite de aveia é um “humilde herói”.  Isso porque ele veio chegando de mansinho, como quem não queria nada… mas ganhou o coração, a cabeça e a barriga de todo mundo. Tanto que nos últimos anos as vendas de leite de aveia explodiram mundo afora.

Segue aqui que você vai entender quais são os números que colocam a aveia no pódio da sustentabilidade!

 

A primeira pergunta que me fiz quando comecei a pesquisar sobre o impacto da produção dos leites vegetais foi: como a plantação de aveia é sustentável se a de tantos outros grãos, como milho e soja, são monoculturas e degradam o solo? Aqui no Brasil, a aveia é uma cultura de inverno. Já a soja e o milho são cultivados e colhidos no verão. Isso significa que, durante uma boa parte do ano, o solo usado pra essas culturas fica descoberto e vulnerável. Pra não abrir mais terras, a aveia aproveita esse mesmo espaço – e de quebra faz uma manutenção do solo que foi desgastado. Isso é o que chamamos de “rotação de culturas”.

A aveia é o grão mais indicado pra entrar nesse sistema porque ela faz uma cobertura do solo super densa e o protege contra erosão, contaminação das águas e proliferação de pragas. Ou seja: como a aveia entra após a safra de verão – não compete com a soja e o milho – ela transforma o que seriam áreas extensas de monoculturas em culturas múltiplas. Além disso, a aveia cresce em clima temperado, que só existe no Sul do Brasil – bem longe da Amazônia.

 

Dentre todos os tipos de leite vegetais, o de aveia é um dos que menos precisa de água pra ser produzido. O de amêndoas, por exemplo, gasta quase 8 vezes mais água do que o leite de aveia na sua fabricação. Mas quando comparamos o leite de aveia ao de vaca, esquece: a economia  bate os 95%.

Digamos que eu beba 200 ml de leite de vaca todos os dias. No final de um ano, esse hábito me faz gastar 45.733 litros de água – o que é igual a tomar 703 banhos de 8 minutos. Se eu tomo um banho por dia, são quase dois anos de banho indo pelo ralo. Agora, se eu decido trocar o leite de vaca pelo de aveia, no final de um ano eu gasto só 3.512 litros de água – o mesmo que tomar 54 banhos de 8 minutos.

O leite de aveia também emite 70% menos do que o leite de vaca. A pecuária (de corte e leiteira) é a atividade que mais emite gases de efeito estufa na atmosfera. Mais do que todo o setor de transporte global. Se eu tomo 200ml de leite de vaca todo dia, em um ano jogo 229kg de gases de efeito estufa na atmosfera. Isso é o suficiente pra rodar 935 km de carro (a distância entre Rio e SP é de 429 km. Dá pra ir, voltar e ainda sobra um pouquinho.) Mas se eu troco pelo leite de aveia, em um ano emito 65kg de GEE: quase 4 vezes menos.

Duas quadras de tênis: esse é o tanto de terra que, no final de um ano, foi usada pra produzir 200 ml de leite de vaca por dia. Por que tanto espaço? Porque as vacas precisam se alimentar. E com um rebanho global de 270 milhões de vacas leiteiras, a área que elas ocupam por si só já é absurda. Soma isso à quantidade de terra necessária pra plantar os grãos que viram ração… e corre pro abraço: o leite de aveia precisa de 80% menos espaço pra ser produzido. No geral, todos os leites vegetais preservam terra pra caramba. Isso acontece porque, em vez da ingestão dos nutrientes dos grãos serem terceirizados através do leite da vaca, as marcas veganas tiram os animais da equação e entregam esses nutrientes direto pra você, em forma de leite. Sem nenhum intermediário (ou melhor, sem nenhum ser vivo precisar sofrer). É um baita de caminho cortado, muito impacto ambiental economizado e um super ato de compaixão.

 

Sobre saúde: eu não disse que o leite de aveia é campeão nesse quesito porque ele é muito individual. O que pode ser mais adequado nutricionalmente pra mim, pode ser um pouco diferente pra você. Não tem como generalizar o melhor. Mas leite de aveia é saudável? Sim, lógico, super. A composição do leite de aveia é exatamente igual ao de vaca? Não, ufa. Senão viria com pus e sangue, por causa da mastite que as vacas leiteiras desenvolvem pelo esgotamento e estresse.

Mas eu perguntei à nutricionista Juliana Burger porque a aveia é tão maneira que chegou a ser definida pela ANVISA, lá em 2000, como um alimento funcional (que traz diversos benefícios pra saúde). Nutri, explica pra gente?

“Um diferencial desse cereal é a grande quantidade de fibras insolúveis e solúveis na composição, com destaque pras betaglucanas (beta o quê?). Essas fibras previnem doenças porque melhoram a resistência à insulina, reduzem a glicose, combatem a hipertensão arterial e diminuem o colesterol. Além disso, regulam a imunidade e ajudam a evitar também doenças infecciosas”. Em 200ml, Naveia tem 2,3g de fibras (como uma banana nanica)O leite de vaca tem zero. “Além das fibras, o leite de aveia é rico em carboidratos, ácidos graxos essenciais (principalmente o linoleico) e antioxidantes, como a vitamina E”.

E o temido glúten? Então: o glúten é uma proteína vegetal encontrada em cereais como trigo e cevada. A aveia naturalmente não tem glúten. O que rola é que ela “pode conter traços”. Isso quer dizer que, no meio da cadeia produtiva, a aveia pode ter passado por onde outro grão (que contém glúten) também passou. E aí, se você é celíaco ou alérgico ao glúten, não vale à pena consumir sem antes conversar com um médico. O mesmo vale pra quem é diabético, mas boa notícia é que o Naveia não tem nenhuma adição de açúcar. Ele fica docinho assim porque passa por um processo chamado de enzimação inteligente, que quebra o amido da aveia e libera a maltose do próprio grão.

 

Já que começamos a falar de sabor…. os fatores sustentabilidade e saúde te convencem a experimentar, mas é o sabor que te vai fazer ficar, né? Ninguém merece tomar uma atitude incrível pra ajudar o planeta e ficar com um gosto ruim na boca. Salvar o mundo precisa ser delicioso. E, pra aguentar tantas horas extras como super-homem, a gente precisa de energia. leia-se, café. No meu caso muito café.

E café com leite de aveia é a melhor coisa da vida. Como a aveia é fibrosa, ela absorve mais água que outros grãos, o que deixa o leite cremoso – e uma das maiores reclamações sobre as alternativas vegetais é que elas são muito aguadas. Você provavelmente já provou algum assim e se frustrou. A cremosidade é realmente o diferencial, e acho que só provando pra entender bem. Meu namorado (que é zero vegano) experimentou Naveia Original e disse que “é como beber uma nuvenzinha”. Adorei a definição.

P.S: escrevi isso antes do Barista ser lançado e só posso dizer que as definições de cremosidade foram atualizadas. Vocês não estão entendendo! Vai ter até Campeonato Brasileiro de LatteArt com Deleite Vegetal pra comemorar a chegada dessa nova era.

Mas como Naveia não se resume só a café com deleite, eu te convido a fazer uma das receitas que a Winnie sempre compartilha aqui – ou inventar sua própria – e me contar o que você achou.

De novo, não importa qual alternativa de leite vegetal você escolha, o que importa é tomar uma atitude. Eu, o mundo, os animais e eu agradecemos muito! 🙂

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